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sexta-feira, 6 de abril de 2012

PÁSCOA, CELEBRAÇÃO DA VIDA SOBRE A MORTE!

Ao contrário do que muitos, no ocidente, pensam, a Páscoa não é uma celebração que começa com Cristo, com a Sua Paixão. O próprio Jesus Cristo já a celebrava, enquanto Judeu. A Páscoa judaica celebra o fim da escravatura dos judeus no Egipto. Escravatura que durou cerca de quatro centos e cinquenta anos. Num processo demorado e não isento de sacrifícios, liderado por Moisés, Homem sábio e inspirado, criado na casa de um Faraó – portanto, Homem também de cultura e nobreza terrenas -, os judeus logram, finalmente, alcançar a Liberdade. Portanto, para o Povo Judeu, a Páscoa é, essencialmente, uma celebração da Liberdade, da Liberdade a que todos os Povos devem ter direito!
Para os cristãos, embora os elevados valores celebrados pelos judeus também façam parte da Páscoa, esta celebra essencialmente Acontecimentos Maiores: Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, os quais levaram à consequência mais sublime: a Vitória da Vida sobre a morte!

quarta-feira, 14 de março de 2012

Designações

Ensino

Há quem afirme, e eu sou desses, que não importa assim tanto a

designação que atribuímos às coisas. Pois, não é pelo hipotético facto

de me chamarem carro-de-mão que eu deixo de ser automóvel, desculpem,

ser humano. É ou não é? Então aqueles teimosões que veementizam a

defesa de que tal é de madeira, quando toda a gente sabe que é pedra –

puro calcário de Ançã -, põem em risco a natureza da coisa?... Claro

que não. Logo, pois é!

É o quê?, o que é que é , no meio de toda esta embrulhada? É a

essência, a substância, o ser não sofrerem qualquer alteração pelo

facto de, inadvertidamente ou não, lhes ser mudada a designação. A

minha - e dos outros – Barrinha da Praia de Mira não passou a mar

quando, há tempos, muitos, um turista – sim, que também o era –

proferiu (contemplando-a genuinamente maravilhado): “ Olha, o mar está

tão calminho! “… Ela lá continua, doce como mel de urze (de urze,

pois!), apesar de o verdadeiro, o salgadinho, se encontrar ali à

beira, a escassos metros.

Mas toda esta lábia para quê? Simplesmente para vos dar conta daquilo

que todos sabemos: não há verdades absolutas – exceto algumas, umas

tantas… É que dei-me conta de que faz toda a diferença o Ministério da

Educação ser assim designado, e não como a meu ver deveria ser:

Ministério do Ensino. É, é uma questão de designação mas não só.

Aquela traz, atrelada, uma série de posturas, de incumbências mais

próprias de outras geografias sociais (como hodiernamente convém).

"Educare"… não renegando a etimologia, aceitando sem pruridos que o

vocábulo ainda pode assumir a vetusta versão semântica de “alimentar

de conhecimento”, creio que, fruto da inevitável dinâmica do "físico"

e do "Humano", educar é hoje algo bem diferente; não afastando a

vertente conhecimento - pois é necessária a aquisição de regras, de

princípios… -, educar implica algo de mais emocional, de

fundamentalmente emocional. Ensino, aí sim, sem, reciprocamente,

rechaçar a emoção, pois tudo o que toca ao homem dela está eivado,

deve dedicar-se em pleno à alimentação de conhecimento…Logo:

Educação?, é em casa. A Escola pode e deve participar nessa empresa,

mas…é em casa.

Desempenhar a mui grande e imprescindível tarefa do ensino deve ser o

objetivo primeiro da Escola. Depois… já que os professores não têm

família, já que… são funcionários públicos, poder-se-á pensar noutras

coisas – sim, não custa dar uma ajudinha na educação. Ajudinha!, que o

mester é outro.

Depósito?!, vê-la como depósito?!, é pá, isso é que não!

Bem, já deu p`ra ver que a designação em questão constitui vigorosa

exceção ao que supra defendi. Ah, e "aquela" do Ensino Secundário?

Secundário?!, como assim?! Bem fundamental que ele é!

Eu sei que aqui eles queriam dizer outra coisa…, mas falharam!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Caridade

Mesmo uma sociedade plenamente justa (o pleno na Justiça é, penso, pura utopia) não prescinde da caridade.
Caridade é dar dinheiro, pão, roupa, sim, é tudo isso mas muito mais: é visitar quem necessita de visitas; é saciar de companhia quem dela carece; é fazer sorrir quem não vê razões para isso; é tantas outras coisas que, como estas, nunca existem em suficiência…, por mais justa que uma sociedade seja.